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sábado, 15 de fevereiro de 2014


Por Nathalia Nogueira Bastos


O Programa Institucional de Bolsa de Incentivo à Docência visa incentivar alunos de cursos de graduação a ingressar como docentes na Educação Básica. O programa oferece um espaço para aperfeiçoamento e valorização da formação de professores. Além de contribuir para a formação do discente, o PIBID é um programa que garante a sala de aula como um campo a ser pesquisado.


O PIBID História da UFRRJ visa levar os alunos para escolas públicas de Seropédica com o propósito de buscar nas aulas de história e no cotidiano escolar problemas no ensino que atrapalham o desenvolvimento pleno dos alunos.

Em novembro de 2012 tive a oportunidade de ingressar no programa, que teve seu edital aprovado em 2011 e foi encerrado em janeiro de 2013. Esse edital tinha como coordenadores o Professor Doutor Felipe Magalhães, Professora Doutora Vânia Losada e a Professora Doutora Regina Ribeiro. Atuávamos em duas escolas públicas da cidade de Seropédica, a Escola Municipal José de Abreu (localizada em Campo Lindo) e a Escola Municipal Alice Bruno (próxima ao pedágio da Via Dutra).

Nesse período tive as melhores experiências em sala de aula que a graduação poderia me oferecer. Além de visar uma atuação nas escolas, o programa nos possibilita pensar os problemas encontrados, como problemas históricos a serem pesquisados e solucionados no âmbito acadêmico. O PIBID não é um estágio. É uma forma de contribuir para a formação dos docentes e, ao mesmo tempo, colaborar para melhorar a educação básica pública.

No espaço oferecido pelo programa, nós alunos do curso de graduação em História entramos em sala de aula não apenas como bolsistas, mas sim como pesquisadores daquela realidade, visando identificar os problemas, buscar soluções, desenvolver novas metodologias para as aulas de história e produzir materiais que possibilitem a discussão sobre o Ensino de História no meio acadêmico.

Por isso, se é seu interesse ser professor da Educação Básica, não deixe essa oportunidade passar. O PIBID de História está selecionando alunos do curso para ingressarem no programa. O novo PIBID contará com 80 bolsas e mais quatro coordenadores: o Professor Doutor Felipe Magalhães, a Professora Doutora Regina Ribeiro, a Professora Doutora Gláucia Montoro e a Professora Doutora Renata Rozental.

Então não perca essa oportunidade, as inscrições vão até o dia 18 de fevereiro (terça-feira). Faça a diferença na sua formação e na de vários alunos das escolas públicas de Seropédica! 

Como se inscrever:
Edital PIBID/HISTÓRIA – Seleção de Bolsistas
Carga Horária: 20 horas semanais
Valor da Bolsa: R$ 400,00
Número de Vagas: 80 (oitenta)
Inscrições: 10 a 18 de fevereiro (14:30h às 20h) na secretaria do curso

Critérios para Candidatura:
a) Estar regularmente matriculado(a) no curso de Licenciatura em História, campus Seropédica;
b) ter concluído, preferencialmente, pelo menos um período letivo;
c) não possuir outra modalidade de bolsa, exceto bolsa ou auxílio de caráter assistencial.

DOCUMENTAÇÃO: deverão ser entregues em envelope lacrado com o nome do candidato, os seguintes itens:
A) carta de intenções manuscrita justificando interesse em atuar como professor na educação básica pública (1 lauda);
B) currículo, preferencialmente, modelo LATTES/CNPQ (www.lattes.cnpq.br)
C) apresentar histórico escolar atualizado da graduação;
D) cópias (não autenticadas) do CPF, RG e comprovante de dados bancários – conta corrente (não pode ser conta poupança).

Análise da documentação e divulgação da escala de entrevistas: 19 de fevereiro
Entrevistas: 20 a 25 de fevereiro (horário e local a definir)

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Por Nathalia Bastos

Imagem retirada do blog http://laissdemais.blogspot.com/, no dia 2 de junho de 2011 às 10:00

Para muitos alunos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, história é sinônimo de “decoreba” e “coisa chata”. Eu como futura professora de História não os culpo por isso, pois durante minha vida escolar, percebi o quanto o ensino de história não tem sido tão didático e dinâmico como em outras matérias.
Falo isso pois no meu curso pré-vestibular eu tinha vários professores que faziam matérias como Química e Física se tornarem agradáveis, interessantes, engraçadas, mesmo para mim, que sempre gostei mais da área de humanas. Por incrível que pareça um dos meus professores favoritos no curso não era de história e sim o professor de química.
Com uma aula dinâmica, era possível não somente aprender as reações, as equações mas enterder o raciocínio do pensamento químico, físico e matemático, claro que havia aquelas famosas frases engraçadas que nos ajudavam a decorar as fórmulas, mas o ensino não se restringia a isso, ia além. Eramos capazes de entender o desenvolvimento da resposta da questão, logo aprendiamos como resolver a mesma problemática em uma outra questão que utiliza-se o mesmo pensamento lógico.
Além disso a aula era ministrada com uma leveza que até hoje eu sinto falta, era dinâmica, muitas vezes até engraçada, mas não pense que era um palhaço frente a um quadro fazendo uma platéia rir, não mesmo, o que eu percebia ali era uma didática, era uma sensibilidade para o ensino. E no final seu objetivo era alcançado.
Esse é um dos desafios que levanto neste post, será que o ensino de história pode ser dinâmico? Pode ir além de decorebas e esse blábláblá chato em que muitos professores se prendem?
Penso que sim!
Seguindo a lógica de Augusto Cury em “Pais Brilhantes. Professores Fascinantes.”, livro que li durante meu Ensino Médio na modalidade Normal (Formação de Professores), no qual diz que devemos ensinar tocando a emoção de nossos alunos, a prática ou como eu gosto de dizer a arte de ensinar é facilitada quando você consegue atingir o aluno, quando você torna o ensino em algo que interesse a ele.
No próprio livro, Augusto Cury nos chama atenção para o fato que na nossa era, todos nós sofremos milhares de estímulos a todo instante, seja da televisão, da internet, do que for. Esses estímulos cada vez mais chamam atenção dos alunos, e cada vez mais a educação é colocada por eles como algo chato, que não lhe interessa.
Uma vez, um professor meu, já da universidade, disse que “o aluno não entra em sala de aula interessado em aprender, ou ao menos ouvir o que eu (professor) tenho a dizer”, pode parecer estranho mas eu concordo com ele, não que todos sejam desinteressados, mas é claro que há coisas do lado de fora da sala de aula que são ou serão mais interessantes para o aluno do que as informações que o professor tem para oferecer.
Para diminuir isso, cabe ao professor transformar sua aula, em algo que chame atenção, que desperte o interesse do aluno. Assim como fizeram meus professores de química e de física no curso. Além de ensinarem, transfomavam algo dificil em algo de fácil compreensão, e sempre chamando a nossa atenção para os pontos que sempre são armadilhas em provas de vestibular, ou seja eles conseguiam cumprir o seu objetivo sem transformar a aula em um blábláblá chato e sem transformar aquele aprendizado em um trauma na vida do aluno.
Eu sinceramente não sei ainda como abordar o ensino de história como algo dinâmico, mas nas minhas “andanças” pela internet encontrei várias coisas legais para levar para sala de aula, como por exemplo esse twitt da Princesa Isabel.


Imagem retirada do site http://www.jacarebanguela.com.br/?s=twittadas+hist%C3%B3ricas no dia 29 de maio às 19:20.

Imaginem o que isso pode causar em sala de aula, penso que no mínimo, em algo que deve render bons frutos ou boas gargalhadas para descontrair e tirar de vez esse ar tenso e “sério” que a história tem.

P.S.: Dedico esse post a todos os professores que transformaram o aprender em algo tão bom e divertido.
Professor Raul Borges (professor das antigas sexta e oitava séries) e Professora Glorinha (minha professora das antigas segunda, terceira e quarta série). Muito obrigada por inspirarem o gosto pela educação. O gosto ou a arte de ensinar.

As Professoras Cláudia Rigo, Sídia Salles, Edna Abreu, Madalena Volotão, Vânia e o Professor Danilo, mestres na arte de formar professores. Muito obrigada.

Aos Professores:
Luciana Nunes (Português, literatua e redação)
Ana Cátia, Bruno Garbéro (Geografia)
Jeferson, Márcio, Emanuel, Luiz Cesar (Física)
Eduardo Galves, Vinicío Bello, Peninha, Hermes, Ivan (Biologia)
Alex Benac, Assenoff, Felipe, Luiz Claudio (Química)
Marcio Braga, Luiz Eduardo, Leonardo (História)
Paulo Vicente, Rodrigo (Matemática)
Felipe Mouro, Leandro -Tsunami, Rafel Godinho (Monitores)
Que transformaram uma época tão tensa em minha vida em frutos que colho até hoje.

A todos vocês, muito obrigada.