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terça-feira, 10 de março de 2015

O blog Escola dos Ruralis chegou a 100.000 visitas e, para comemorar, realizaremos um sorteio dessas duas obras importantíssimas para o estudo da história:

- O 18 de Brumário de Luís Bonaparte - Karl Marx (sorteio dia 28/03/2015).

- Raízes do Brasil - Sérgio Buarque de Holanda (sorteio dia 29/03/2015).

Não perca tempo. Curta agora mesmo a nossa página, compartilhe esta imagem, inscreva-se no sorteio clicando em "QUERO PARTICIPAR" no link Promoções e concorra a este belíssimo prêmio.

            Você pode conferir em nossa página: 

https://www.facebook.com/escoladosruralis/photos/a.431715926841613.111683.332703326742874/965754853437715/?type=1&theater


Regulamento:

DOS PRÊMIOS

Serão sorteados dois livros em comemoração as 100.000 visitas do blog Escola dos Ruralis. Os livros são:
  O 18 de Brumário de Luís Bonaparte - Karl Marx
  Raízes do Brasil - Sérgio Buarque de Holanda


DOS PARTICIPANTES

Qualquer pessoa com uma conta no Facebook poderá participar do sorteio, desde que obedeça os seguintes critérios:

1. Ter curtido a página Escola dos Ruralis;
2. Ter compartilhado a imagem do sorteio;
3. Ter se inscrito pelo link QUERO PARTICIPAR.

Caso algum dos itens não tenha sido cumprido, o participante estará automaticamente excluído do concurso.

DO SORTEIO


1.Serão realizados dois sorteios, sendo no primeiro sorteado o livro "O 18 Brumário de Luís Bonaparte" e no segundo o livro "Raízes do Brasil".
2.O vencedor do primeiro não poderá ser o vencedor do segundo sorteio.
3. Os vencedores deverão indicar interesse no prêmio, enviando por mensagem seu endereço completo, incluindo CEP, em até 3 dias úteis após o sorteio. Caso não seja indicado interesse, o prêmio será
novamente sorteado.

DA ENTREGA

A equipe Escola dos Ruralis se responsabilizará pelo frete da entrega para todo o território nacional. Vencedores que moram no exterior deverão pagar pelo frete.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Por Nathalia Bastos

Imagem retirada do blog http://laissdemais.blogspot.com/, no dia 2 de junho de 2011 às 10:00

Para muitos alunos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, história é sinônimo de “decoreba” e “coisa chata”. Eu como futura professora de História não os culpo por isso, pois durante minha vida escolar, percebi o quanto o ensino de história não tem sido tão didático e dinâmico como em outras matérias.
Falo isso pois no meu curso pré-vestibular eu tinha vários professores que faziam matérias como Química e Física se tornarem agradáveis, interessantes, engraçadas, mesmo para mim, que sempre gostei mais da área de humanas. Por incrível que pareça um dos meus professores favoritos no curso não era de história e sim o professor de química.
Com uma aula dinâmica, era possível não somente aprender as reações, as equações mas enterder o raciocínio do pensamento químico, físico e matemático, claro que havia aquelas famosas frases engraçadas que nos ajudavam a decorar as fórmulas, mas o ensino não se restringia a isso, ia além. Eramos capazes de entender o desenvolvimento da resposta da questão, logo aprendiamos como resolver a mesma problemática em uma outra questão que utiliza-se o mesmo pensamento lógico.
Além disso a aula era ministrada com uma leveza que até hoje eu sinto falta, era dinâmica, muitas vezes até engraçada, mas não pense que era um palhaço frente a um quadro fazendo uma platéia rir, não mesmo, o que eu percebia ali era uma didática, era uma sensibilidade para o ensino. E no final seu objetivo era alcançado.
Esse é um dos desafios que levanto neste post, será que o ensino de história pode ser dinâmico? Pode ir além de decorebas e esse blábláblá chato em que muitos professores se prendem?
Penso que sim!
Seguindo a lógica de Augusto Cury em “Pais Brilhantes. Professores Fascinantes.”, livro que li durante meu Ensino Médio na modalidade Normal (Formação de Professores), no qual diz que devemos ensinar tocando a emoção de nossos alunos, a prática ou como eu gosto de dizer a arte de ensinar é facilitada quando você consegue atingir o aluno, quando você torna o ensino em algo que interesse a ele.
No próprio livro, Augusto Cury nos chama atenção para o fato que na nossa era, todos nós sofremos milhares de estímulos a todo instante, seja da televisão, da internet, do que for. Esses estímulos cada vez mais chamam atenção dos alunos, e cada vez mais a educação é colocada por eles como algo chato, que não lhe interessa.
Uma vez, um professor meu, já da universidade, disse que “o aluno não entra em sala de aula interessado em aprender, ou ao menos ouvir o que eu (professor) tenho a dizer”, pode parecer estranho mas eu concordo com ele, não que todos sejam desinteressados, mas é claro que há coisas do lado de fora da sala de aula que são ou serão mais interessantes para o aluno do que as informações que o professor tem para oferecer.
Para diminuir isso, cabe ao professor transformar sua aula, em algo que chame atenção, que desperte o interesse do aluno. Assim como fizeram meus professores de química e de física no curso. Além de ensinarem, transfomavam algo dificil em algo de fácil compreensão, e sempre chamando a nossa atenção para os pontos que sempre são armadilhas em provas de vestibular, ou seja eles conseguiam cumprir o seu objetivo sem transformar a aula em um blábláblá chato e sem transformar aquele aprendizado em um trauma na vida do aluno.
Eu sinceramente não sei ainda como abordar o ensino de história como algo dinâmico, mas nas minhas “andanças” pela internet encontrei várias coisas legais para levar para sala de aula, como por exemplo esse twitt da Princesa Isabel.


Imagem retirada do site http://www.jacarebanguela.com.br/?s=twittadas+hist%C3%B3ricas no dia 29 de maio às 19:20.

Imaginem o que isso pode causar em sala de aula, penso que no mínimo, em algo que deve render bons frutos ou boas gargalhadas para descontrair e tirar de vez esse ar tenso e “sério” que a história tem.

P.S.: Dedico esse post a todos os professores que transformaram o aprender em algo tão bom e divertido.
Professor Raul Borges (professor das antigas sexta e oitava séries) e Professora Glorinha (minha professora das antigas segunda, terceira e quarta série). Muito obrigada por inspirarem o gosto pela educação. O gosto ou a arte de ensinar.

As Professoras Cláudia Rigo, Sídia Salles, Edna Abreu, Madalena Volotão, Vânia e o Professor Danilo, mestres na arte de formar professores. Muito obrigada.

Aos Professores:
Luciana Nunes (Português, literatua e redação)
Ana Cátia, Bruno Garbéro (Geografia)
Jeferson, Márcio, Emanuel, Luiz Cesar (Física)
Eduardo Galves, Vinicío Bello, Peninha, Hermes, Ivan (Biologia)
Alex Benac, Assenoff, Felipe, Luiz Claudio (Química)
Marcio Braga, Luiz Eduardo, Leonardo (História)
Paulo Vicente, Rodrigo (Matemática)
Felipe Mouro, Leandro -Tsunami, Rafel Godinho (Monitores)
Que transformaram uma época tão tensa em minha vida em frutos que colho até hoje.

A todos vocês, muito obrigada.

domingo, 27 de março de 2011



Por Nathalia Bastos
Somos universitários da UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO, na graduação de HISTÓRIA. Criamos esse blog para expor ideias, trabalhos, críticas, ações cômicas ou engraçadas que acarretam o dia a dia da nossa jornada. Aqui falaremos sobre tudo. Desde recortes históricos sobre matérias estudas em sala de aula, como críticas as práticas pedagógicas utilizadas por professores e sobre o ensino de história nas escolas. Falaremos da nossa convivência, dos questionamentos que nos cercam. Realizaremos resenhas críticas de livros indicados por professores no intuito de aprimorar nossos conhecimentos e quem sabe ajudar a você.
Escolhemos o nome Escola dos Ruralis numa brincadeira com a Escola dos Annales. Por saber de sua importância e de sua contribuição para a prática historiográfica dos dias de hoje, resolvemos homenagear tanto os Annales quanto a nossa Universidade, a Rural.
A UFRRJ ou mais conhecida como Rural tem uma tradição nas áreas de veterinária, agronomia e zootecnia. Mesmo oferecendo uma ampla variedade de cursos, a Rural ainda tem muito que crescer nas áreas das Ciências Sociais, hoje dominadas pela tradição da UFRJ, Uerj e Uff. Nossa Universidade não deixa a desejar quando se trata do corpo docente formado especialmente por doutores altamente qualificados e engajados em fazer da UFRRJ uma referência na produção cientifica das Ciências Sociais. O curso de história é considerado jovem por ter sido criado na instituição apenas 10 anos, mas já houve grandes progressos. Nosso objetivo é ajudar no crescimento e na divulgação do curso.
Decidimos colocar “Ruralis” e não “Rurales” com o objetivo de criar uma identidade própria, não queremos de modo algum nos comprar aos Annales. Não queremos criar uma nova historiografia, estamos mais interessados em criar uma identidade própria para os alunos de História da nossa Universidade. Por isso será importante a sua participação. Aqui você poderá criticar, deixar suas opiniões, seus comentários e quem sabe se tornar um colunista ou autor no blog. Por enquanto estamos ainda formulando algumas ideias e selecionando autores dispostos a postar com frequência no nosso blog.
Aqui os autores são alunos da graduação como você. Terão áreas de atuação que mais lhe agradarem. Contudo quero lembrá-los que como alunos, somos seus colegas que como você , podemos cometer erros. Lembrando sempre, somos influenciados por correntes de pensamentos diferentes e devemos respeitar a opinião do outro sem ofender, ou seja, será proibido qualquer discriminação ou desrespeito com algum de nossos autores, se a opinião não lhe agrada cabe a você criar um bom argumento para defender sua opinião. Os melhores argumentos podem ser postados aqui no blog dados os devidos créditos.
A participação de professores no blog é algo indefinido, pois não sabemos se a ideia irá agradar ou até interessar ao ponto de vermos algum artigo ou texto dos professores aqui. Mas essa hipótese não está descartada.


Sobre os Annales:
Após o fim da Primeira Guerra Mundial, Lucien Febvre idealizou o que seria uma revista internacional de história econômica. Depois de encontrar grandes dificuldades, o projeto foi abandonado. Marc Bloch, em 1928, ressuscitou o projeto porém agora seria uma revista francesa. Henri Piernne foi convidado, como na primeira versão do projeto, a dirigir a revista. Recusando, levou Febvre e Bloch a se tornarem os editores.
Foi chamada primeiramente de Annales d'históire économique et sociale, que teve como inspiração os Annales de Géographie de Vidal de la Blache. Teve em seu planejamento o intuito de ser mais do que “mais uma revista de história”. Queria exercer “uma liderança intelectual nos campos da história social e econômica” (Peter Burke – A Escola dos Annales – pagina 33). Como nas palavras de Febvre citadas no livro de Peter Burke, “Pretendemos criar uma revista que possa exercer, no domínio dos estudo dos da história social e econômica, um papel diretivo”.
Nos primeiros números da revista, predominaram os artigos de historiadores econômicos. Porém no primeiro número da revista, havia uma mensagem dos editores sobre a importância da união intelectual das ciências humanas e sociais, para tanto haviam historiadores de antiga e moderna, havia um geógrafo, um sociólogo, um economista, um cientista político.
Preocupavam-se com a área de atuação da história como uma ciência humana, queriam estabelecer também a área de atuação da revista como sendo “o terreno mal amanhado da história social” (Peter Burke – A Escola dos Annales – pagina 33 – citação retirada de uma carta de Bloch). Além de problematizar o método no campo das ciências sociais, como a Revue de Syntheèse Historique.
Esse seria um resumo do inicio da Escola dos Annales. Não cabendo aqui toda a sua trajetória, o que eu queria mesmo era apresentar um pouco dos Annales e demostrar a sua importância por fazer uma revolução na escrita da história, tão desejada e aclamada por todos. Durante suas gerações os Annales demonstraram ser possível construir o pensamento histórico utilizando outras áreas das ciências sociais para construir seu conhecimento. Apesar de acharmos que os Annales proporcionaram a centralização da história no “europocentrismo francês.” Hoje agradecemos suas contribuições, porém devemos lembrar que muita coisa ainda está por vir. A Escola dos Annales hoje se encontra na terceira geração, dentre os autores o mais conhecido Jacques Le Goff, medievalista.

Esta é apenas uma pequena apresentação sobre o blog. Quero lembrá-los que estamos em fase de desenvolvimento e de execução. Por isso pedimos um pouco da sua compreensão. Esperamos sempre contar com a sua visita e com as suas ideias, para nós será muito importante. Para finalizar o nosso primeiro post, gostariamos de dizer que a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro não tem nenhum vínculo oficial com este blog, portanto os texto e opiniões expressados aqui não são as opiniões da UFRRJ. Sendo de nossa inteira responsabilidade.